Acerca de mim

Um pouco sobre mim

Nascido na Freguesia da Foz do Douro, Porto, berço da minha infância e juventude, mudei-me mais tarde para o "coração" da vizinha freguesia de Nevogilde, onde vivi alguns anos, freguesia que em tempos idos foi parte do concelho de Bouças (actualmente Matosinhos), considerada também como Foz, particularmente a sua frente marítima, destacada pelas avenidas do Brasil e de Montevideu, Após a reforma administrativa do Porto, S. Miguel de Nevogilde passou a fazer parte integrante da cidade e uma das suas quinze freguesias. Refiro o local onde vivi como "coração" da freguesia de Nevogilde, pelo destaque que o Largo (com o mesmo nome) merece, por ser o ponto principal de Nevogilde, largo que, tal como referiu em tempos o historiador Germano Silva, num artigo publicado no Jornal de Notícias: “é um dos raros recantos do Porto onde o urbanismo moderno não matou definitivamente o ambiente de ruralidade que por ali se respira”. Há mais de 30 anos fixei-me em Matosinhos, onde actualmente resido, próximo ao mar, mar esse que me viu nascer e sem o qual já não me habituava a viver. Gosto do seu barulho, do seu silêncio e do seu cheiro. Gosto de o sentir por perto e de caminhar junto a ele. Ele faz parte da minha vida.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Azulejo - A Foz do Douro, logo que ele apareceu em Portugal, adoptou-o.

Os "brasileiros" como eram chamados os ex emigrantes portugueses, regressados do Brasil, em meados do séc. IX, trouxeram o gosto de forrar o exterior das casas com azulejos.
Fabricados no Porto, em fábricas como a de Massarelos, nesta cidade e a dos Carvalhos, em Gaia, fábricas essas compradas por alguns desses ex emigrantes, eram um material barato e durável.
Protegiam especialmente as casas na Foz do calor do sol, no verão, e da humidade, vinda do mar, no inverno.
Pouca azulejaria dessa época existirá na Foz do Douro, ainda que alguma, da aplicada em interiores como decoração, esteja ainda hoje protegida, oculta no interior de edifícios, como é o caso da existente na casa designada como "Mourisca", no Passeio Alegre.
A Capela de Santa Anastácia, na rua do Padre Luís Cabral, desde 1880 até há bem poucos anos, era um exemplo onde existia esse revestimento de exterior, com azulejos de cor azul e fundo branco. Dele só restam imagens.

Capela de Santa Anastácia revestida ainda a azulejo.

Há porém um local onde os azulejos estão devidamente restaurados e conservados. Os sanitários do Jardim do Passeio Alegre. Ali encontramos azulejos Arte Nova, datados de 1888, ano da inauguração daquele jardim.

Uma vista de interior dos sanitários do Jardim do Passeio Alegre

Encontramos ainda belos painéis de azulejos na casa chamada de "Manuelina", na avenida do Brasil, desconhecendo-se a data da sua colocação. Mas esses estarão condenados à "morte lenta", tal como está o edifício.

Casa Manuelina ou Casa do Relógio de Sol. Alguns painéis visíveis nesta imagem de 25-01-2015.

Texto de Agostinho Barbosa Pereira, publicado em  na Página do Facebook "A Nossa Foz do Douro". Fonte: Revista "O Tripeiro".

2 comentários:

  1. É uma pena que em muitos lugares também aconteça a morte lenta de pedaços da história que deveria ser consevada para sempre. Uma restauração deveria serfeita de modo que no futuro as novas gerações pudessem ter esse legado para apreciação e conhecimento da história dos seus antepassados... O Brasil também amarga essa falta de interesse dos órgãos competentes. Parabéns menino! Uma excelente matéria!

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  2. Obrigado amiga pelo seu comentário. É uma pena. Veja por favor o que escrevi sobre a casa (em perfeita ruína) onde viveu e morreu Florbela Espanca. Está na minha cronologia com a foto da casa. Mas há infelizmente muitas outras em iguais circunstâncias. E estou certo que nem seria um enorme investimento recuperar. Gastam em coisas menos úteis!

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Imagens de Matosinhos à Foz do Douro

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