<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328</id><updated>2012-02-16T17:47:46.401-08:00</updated><title type='text'>coisas que se escrevem</title><subtitle type='html'>Este é um espaço onde fundamentalmente se transcrevem textos de interesse geral e dos mais variados temas, da autoria do criador do blogue, ou extraídos, em todo ou em parte, de publicações diversas, com a devida referência.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-6283341372502432672</id><published>2012-02-05T10:29:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T10:29:13.373-08:00</updated><title type='text'>D. Miguel da Silva – o dono da Foz</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Depois de dez anos de vivência em Roma, como embaixador dorei de Portugal, onde se tornou íntimo dos papas Médicis, D. Miguel da Silvaregressou ao seu país, onde foi nomeado bispo de Viseu pelo rei D. João III,cargo que desempenhou até 1540,&amp;nbsp;altura em que fugiu para Roma, fuga consideradapelo rei como de alta traição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QmBVxiSYjVE/Ty7HCucrCmI/AAAAAAAABJw/WbRUGtXYQiw/s1600/graovasco_casa-de-marta1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="391" src="http://1.bp.blogspot.com/-QmBVxiSYjVE/Ty7HCucrCmI/AAAAAAAABJw/WbRUGtXYQiw/s400/graovasco_casa-de-marta1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Quadro "Cristo em casa de Marta", da autoria do pintor Grão Vasco ,encomendado pelo bispo de Viseu D. Miguel da Silva, no qual, segundo consta, o próprio bispo se fez retratar (rosto rodeado por um círculo). Esta obra está patente no Museu Grão Vasco em Viseu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;No período em que viveu inicialmente em Roma, entre 1515 e1525, integrou-se perfeitamente na vida romana e criou grande amizade comimportantes figuras da época, nomeadamente com o artista Miguel Ângelo. Humanistae poeta, tornou-se uma figura de primeiro plano na cultura e na política.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Na chegada a Portugal em 1525, com os benefícioseclesiásticos que lhe haviam sido concedidos pelo papa, como o Mosteiro deSanto Tirso, muito cobiçado à época por outros homens da igreja e ao qualpertencia o Couto de S. João da Foz do Douro, fixou-se nesta freguesialançando-se numa verdadeira campanha de obras, algumas delas bem importantes.Pode dizer-se que D. Miguel da Silva beneficiou e muito a Foz do Douro e o seuprogresso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Segundo descrição, à entrada do Douro alinhavam-se colunasde granito a meio do rio indicando o enfiamento da barra. Uma igreja de enormecúpula avançava água dentro com fachada voltada para o mar. Mais adiante umtorreão abobadado a servir de capela farol (ver artigo sobre a capela farol deS. Miguel o Anjo) ambas traçadas no mais puro estilo da Renascença italiana.Todo este aparatoso conjunto foi erguido, após 1527, por ordem do abade deSanto Tirso e bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, pelo seu arquitecto privativo,o italiano Francisco de Cremona. Diz-se que no vasto programa de restauração daFoz do Douro fundia-se o universo mental do renascimento com o novo mundoaberto pelos descobrimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Em 1567 a corte mandou rodear a igreja com muralhas,criando-se assim o Forte de S. João Baptista da Foz do Douro, vulgo Castelo daFoz do Douro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-F9zjLl1Lv4U/Ty7JFJ8hqXI/AAAAAAAABKE/0pzowgIeYZ4/s1600/Castelo_S_Joao_da_Foz_by_Henrique_Matos_02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-F9zjLl1Lv4U/Ty7JFJ8hqXI/AAAAAAAABKE/0pzowgIeYZ4/s400/Castelo_S_Joao_da_Foz_by_Henrique_Matos_02.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Vista actual do Castelo da Foz do Douro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Mais tarde, em 1647, após um estudo do engenheiro-morLassart, foi destruído o conventinho beneditino, onde havia residido D. Miguelda Silva até 1540 e demolidas as abobadas e frente da fachada principal daigreja, cujo interior passou a ser o pátio da fortaleza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;A igreja da Foz do Douro foi então construída no local ondeactualmente se encontra. Consta que o rei D. João III terá doado do seu bolsoseis mil cruzados para a construção da actual igreja, com a condição de poderdemolir a existente dentro do castelo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Da anterior igreja resta a nave que em foto se reproduz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oFFRD_2xddA/Ty7IZwI9JVI/AAAAAAAABJ8/P7ilkehA-0Q/s1600/Foz-Castelo+e+Cantareira-22_06_2011+002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="254" src="http://4.bp.blogspot.com/-oFFRD_2xddA/Ty7IZwI9JVI/AAAAAAAABJ8/P7ilkehA-0Q/s320/Foz-Castelo+e+Cantareira-22_06_2011+002.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Nave, ainda existente, da antiga igreja da Foz do Douro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;D. Miguel da Silva, destituído da nacionalidade portuguesa,pelo rei e dos poderes eclesiásticos que lhe haviam sido concedidos depois dafuga para Roma, ascendeu à dignidade cardinalícia em 2 de Dezembro de 1541, maso vento da fortuna virou. De bispo rico tornou-se cardeal pobre, ficandodependente da generosidade do papa, recorrendo mesmo à colónia judaica parasobreviver. Mas nunca perdeu a fama de grande humanista, nem de escritor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Fonte: Revista Oceanos, da Comissão Nacional para asComemorações dos Descobrimentos Portugueses – Junho de 1989)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Agostinho Barbosa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-6283341372502432672?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/6283341372502432672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/02/d-miguel-da-silva-o-dono-da-foz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/6283341372502432672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/6283341372502432672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/02/d-miguel-da-silva-o-dono-da-foz.html' title='D. Miguel da Silva – o dono da Foz'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QmBVxiSYjVE/Ty7HCucrCmI/AAAAAAAABJw/WbRUGtXYQiw/s72-c/graovasco_casa-de-marta1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-3402910797813671009</id><published>2012-01-07T12:01:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T12:02:34.669-08:00</updated><title type='text'>Capela Farol de S. Miguel o Anjo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Exemplar arquitectónico que se julga único, datado do séculoXVI, mais precisamente de 1538, ano em que foi concluído, situa-se na marginalda Foz do Douro, na Cantareira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mandada edificar pelo benemérito Bispo Eleito de Viseu, D.Miguel da Silva, ao tempo Senhor do Couto e Vila de S. João da Foz, homem muitointeressado pela navegação do rio Douro, a Capela Farol de S. Miguel o Anjotinha a função de iluminar e abençoar, nos perigos, a passagem das embarcações.A sua luz, implantada no tecto exterior, terá salvo muitas vidas por entre osbaixos rochedos da Barra do rio Douro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É exteriormente uma torre quadrangular, que tem do lado daterra um pequeno pátio com grades de granito, que serviam de assentos.Interiormente é octogonal, com três nichos na parede virada ao rio. Julga-seque duas imagens de Santos ladeavam outrora o minúsculo altar central.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Numa inscrição da fachada pode ler-se SALVOS IRE RD (peço aDeus que passem sãos e salvos) SALVOS IRE RIOGOI DIEUM.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em 17 de Abril de 1950, esta capela foi declarada imóvel deinteresse público.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HQyo8or1FkI/TwidoEwm7yI/AAAAAAAABJA/1IXFcZiANx4/s1600/File0168.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://4.bp.blogspot.com/-HQyo8or1FkI/TwidoEwm7yI/AAAAAAAABJA/1IXFcZiANx4/s400/File0168.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: xx-small;"&gt;Nesta gravura de 1849 pode ver-se a Capela Farol de S. Miguel o Anjo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por uma desgraçada inspiração, segundo Magalhães Basto numartigo escrito no extinto jornal O Primeiro de Janeiro, a 24 de Outubro de1941, veio a ser construída junto à capela, uma alta torre do telégrafocomercial e a casa da (também extinta) Guarda Fiscal. A esta, digamos,aberrante construção, também se referiu o Professor Padre Xavier Coutinho (eminentefigura que tive a honra de conhecer, conversar e acompanhar há uns anos atrás,numa visita aquele importante imóvel) no seu livro “A Torre da Marca e outrasBalizas, editado no Porto em 1965.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De facto, um monumento ímpar da Foz do Douro e provavelmenteda península, dado que é considerada a capela farol mais antiga da Ibéria,permanece abandonada com a agravante de ter servido de pilar de apoio àsconstruções que a ela encostaram e que agora se encontram desactivadas. Bempoderiam ceder à secular capela o espaço e a vista que, estamos certos, atransformarão no ex-libris desta terra que amamos (opinião, com a qual comungointeiramente, do meu companheiro e amigo Joaquim Pinto da Silva, no seu livro“A Cantareira” editado em 1991, pela Associação O Progresso da Foz, entidade daqual fomos ambos fundadores).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QhlauaJhAFY/TwiebZKt_kI/AAAAAAAABJM/7THe-vFaOPo/s1600/800px-Capela_Farol_de_S__Miguel_o_Anjo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="258" src="http://1.bp.blogspot.com/-QhlauaJhAFY/TwiebZKt_kI/AAAAAAAABJM/7THe-vFaOPo/s400/800px-Capela_Farol_de_S__Miguel_o_Anjo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: xx-small;"&gt;Vista actual da Capela com a torre do antigo telégrafo e a casa da extinta Guarda Fiscal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resta-me deixar aqui uma informação, para quem não sabe, quereputo de importante. Sendo a Foz do Douro a única freguesia do Porto que até 2002não possuía símbolos heráldicos, a Junta de Freguesia nomeou uma comissão,nesse ano e à qual tive a honra de pertencer, para o estudo e apresentação dobrasão e bandeira da Foz do Douro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nesse brasão, que aqui reproduzo, está representada a CapelaFarol de São Miguel o Anjo por proposta minha, que mereceu o apoio unânime dosrestantes membros da comissão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-t0ZvHGZQvRU/TwifAGYQLpI/AAAAAAAABJU/uaqdomTRKRc/s1600/File0084.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="309" src="http://1.bp.blogspot.com/-t0ZvHGZQvRU/TwifAGYQLpI/AAAAAAAABJU/uaqdomTRKRc/s320/File0084.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: xx-small;"&gt;Reprodução da parte central da bandeira da Foz do Douro. O brasão é encimado por quatro torres, dado que a Foz tem foral e, como tal, equiparada a Vila&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A importância deste monumento está assim patente nossímbolos heráldicos da Foz do Douro para a posteridade. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agostinho Barbosa Pereira &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-3402910797813671009?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/3402910797813671009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/capela-farol-de-s-miguel-o-anjo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/3402910797813671009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/3402910797813671009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/capela-farol-de-s-miguel-o-anjo.html' title='Capela Farol de S. Miguel o Anjo'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HQyo8or1FkI/TwidoEwm7yI/AAAAAAAABJA/1IXFcZiANx4/s72-c/File0168.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-992284063487989891</id><published>2012-01-04T11:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T16:35:08.646-08:00</updated><title type='text'>A Batalha das flores na Foz do Douro</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;No início do sec. XX, eram frequentes as batalhas das florespor vários locais do país, normalmente inseridas no programa de quaisquerfestas ou iniciativas públicas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;No seu livro RECORDANDO O VELHO PORTO, editado em 1963, oBrigadeiro Nunes da Ponte conta-nos como foi uma dessas festas, ocorrida noPasseio Alegre, à Foz do Douro, em 08 de Junho de 1902.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Uzy3tEr8gp8/TwnLRSqnnOI/AAAAAAAABJg/nWL2CGLD1vA/s1600/File0171.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="401" src="http://3.bp.blogspot.com/-Uzy3tEr8gp8/TwnLRSqnnOI/AAAAAAAABJg/nWL2CGLD1vA/s640/File0171.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: xx-small;"&gt;Desconhece-se a data da imagem deste postal editado pela Union Postale Universelle. Pela data do manuscrito - 02/10/1903 - crê-se que se trata de uma das imagens mais antigas do Jardim do Passeio Alegre, inaugurado em 1888,&amp;nbsp;cujas obras só ficaram&amp;nbsp;totalmente concluídas em 1892.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Esta batalha de flores realizou-se no âmbito da iniciativada comissão para o monumento a Almeida Garrett.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Podemos avaliar o êxito de tal iniciativa, quando o autorrefere que a população da cidade, nesse dia, tinha “emigrado” para a Foz doDouro. Parecia um povo em êxodo, escreveu. Terá sido uma das melhores batalhasdas flores até então realizada, segundo os jornais que a noticiaram.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v353oYIwnlc/TwSrD0EuYqI/AAAAAAAABII/XXgMQOPB_mQ/s1600/File10165.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://3.bp.blogspot.com/-v353oYIwnlc/TwSrD0EuYqI/AAAAAAAABII/XXgMQOPB_mQ/s320/File10165.jpg" width="320" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Os americanos, eléctrico puxado por dois cavalos, (conforme a foto à esquerda) partiramde diversos pontos chegando ao local do desfile a abarrotarem de gente,esmagada, comprimida e resignada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;O jardim do Passeio Alegre foi vedado com arame a toda avolta e as bancadas encostadas ao paredão da Meia Laranja.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;No Jornal de Notícias, ao descrever a festa, dizia-se que não podia ser mais selecta, nem mais escolhida, a gente que enchia completamente asbancadas, porque lá se encontrava a primeira sociedade do Porto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;O Grupo Liberal Beneficente, importante instituição decaridade à época na Foz do Douro, colheu larga receita com o produto da venda deflores, serpentinas, confétis, etc. Além disso os vendedores ambulantes fizeramtambém grande negócio, por exemplo, na venda de rebuçados de avenca queesgotaram.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;A cada passo se ouvia o estalar das molas dos kodaks de fotógrafosamadores destacando-se entre eles o conhecido Aurélio Paz dos Reis.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Às cinco horas da tarde teve início o desfile do majestosocortejo, com os sons de uma salva de vinte e um tiros, clarins, tambores e osacordes do hino nacional executado por bandas regimentais participantes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Dois arautos, vestindo gibões de veludo, montados a cavalo eempunhando clarins abriam o cortejo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qwW9rBpJebE/TwSrXYohyjI/AAAAAAAABIU/IayHqxyimOU/s1600/File0163.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-qwW9rBpJebE/TwSrXYohyjI/AAAAAAAABIU/IayHqxyimOU/s400/File0163.jpg" width="263" /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Seguiam-se os ciclistas, (reproduzo à direita a única imagem publicada no livro, de um ciclista participante) numerosos carros e por fim umaforça a cavalo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Os diversos carros alegóricos, conforme refere o cronista,muito bem engalanados, transportavam as senhoras da elite portuense.Destacava-se contudo uma carruagem muito singela do Grupo Diplomático da Foz doDouro, na qual seguiam muitas criancinhas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Saliente-se que o cortejo era também participado por um únicoautomóvel, dado que poucos existiam ainda na cidade.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;A Tipografia Ocidental havia instalado uma máquina paraimpressão de um pequeno jornal Última Hora que foi largamente vendido a vintereis o exemplar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;O entusiasmo era enorme. Jogavam-se flores entre as tribunase a pista numa verdadeira batalha.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;No final, o júri atribuiu diversos prémios aos participantesmais criativos, destacando-se, o prémio da cidade, o do comércio, o dassenhoras, o do Ateneu Comercial e o de Almeida Garrett.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Finda a batalha das flores ainda muita gente se manteve pelaFoz do Douro. Muitos foram jantar ao Hotel Boavista. Outros foram passear, atécerca das vinte e uma horas para Carreiros, hoje Avenida do Brasil.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1xBqz21Yw-4/TwbZaOUV3DI/AAAAAAAABI0/yphiauimS34/s1600/JardimdoPasseioAlegre-FozdoDouro-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-1xBqz21Yw-4/TwbZaOUV3DI/AAAAAAAABI0/yphiauimS34/s320/JardimdoPasseioAlegre-FozdoDouro-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Vista do interior do jardim do Passeio Alegre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Agostinho Barbosa Pereira &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-992284063487989891?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/992284063487989891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/batalha-das-flores-na-foz-do-douro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/992284063487989891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/992284063487989891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/batalha-das-flores-na-foz-do-douro.html' title='A Batalha das flores na Foz do Douro'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Uzy3tEr8gp8/TwnLRSqnnOI/AAAAAAAABJg/nWL2CGLD1vA/s72-c/File0171.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-7532384680590392972</id><published>2012-01-01T09:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T09:25:33.170-08:00</updated><title type='text'>Figuras e imagens da Foz do Douro de outrora</title><content type='html'>Nestes interessantes postais antigos podemos apreciar dois rostos de anónimos da Foz do Douro de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, trata-se da imagem de&amp;nbsp;um pescador consertando as redes da pesca, no tempo em que esta freguesia ainda tinha grande actividade piscatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consta a data da sua edição, pela Union Postale Universelle, mas este exemplar possui um manuscrito datado de 14/08/1903.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a5FljtqaX2I/TwCVx4Tes4I/AAAAAAAABHM/5P3V4rrWyqk/s1600/File0161.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://1.bp.blogspot.com/-a5FljtqaX2I/TwCVx4Tes4I/AAAAAAAABHM/5P3V4rrWyqk/s320/File0161.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O segundo, também editado pela Union Postale Universelle e sem qualquer referência à data, é do rosto de uma peixeira que&amp;nbsp;para nós fozenses lembra-nos alguém que conhecemos. Rosto marcado pelos anos mas&amp;nbsp;que nos é, diria, familiar. E porquê uma foto de uma das peixeiras da Foz do Douro, editada em postal? Não seria certamente colecção de postais de actividades profissionais. Mas um rosto que&amp;nbsp;motivou o&amp;nbsp;interesse em mostrar e&amp;nbsp;divulgar, julgo, pela editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vRjcaVhc6TE/TwCV98b-EnI/AAAAAAAABHY/mIGV6vCzDFs/s1600/File0160.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-vRjcaVhc6TE/TwCV98b-EnI/AAAAAAAABHY/mIGV6vCzDFs/s320/File0160.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O terceiro. editado por Emílio Biel &amp;amp; C.ª, apresenta-nos imagem do Passeio Alegre, já depois de construído o jardim com o mesmo nome,&amp;nbsp;onde se pode ver, na zona da Cantareira,&amp;nbsp;a estrutura que servia de suporte para o conserto das&amp;nbsp;redes de pesca pelos pescadores fozeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eFditNWjKbQ/TwCWGmWArQI/AAAAAAAABHk/zlQDLTcT0uY/s1600/File0158.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://2.bp.blogspot.com/-eFditNWjKbQ/TwCWGmWArQI/AAAAAAAABHk/zlQDLTcT0uY/s320/File0158.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agostinho Barbosa Pereira&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-7532384680590392972?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/7532384680590392972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/figuras-e-imagens-da-foz-do-douro-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/7532384680590392972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/7532384680590392972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/figuras-e-imagens-da-foz-do-douro-de.html' title='Figuras e imagens da Foz do Douro de outrora'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-a5FljtqaX2I/TwCVx4Tes4I/AAAAAAAABHM/5P3V4rrWyqk/s72-c/File0161.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-7618481079187947332</id><published>2012-01-01T08:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T08:45:18.526-08:00</updated><title type='text'>Florbela Espanca</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cP8okEtHy58/TwCFF3LznaI/AAAAAAAABGo/hcDkHPtaVLk/s1600/imagem2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-cP8okEtHy58/TwCFF3LznaI/AAAAAAAABGo/hcDkHPtaVLk/s320/imagem2.jpg" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Florbela Espanca nasceu a 08 de Dezembro de 1894, em VilaViçosa no Alentejo e faleceu, de suicídio por sobre dose de barbitúricos,precisamente no dia do seu 36.º aniversário, em 08 de Dezembro de 1930, emMatosinhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Apesar de uma vida curta legou-nos um importante patrimónioliterário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Por volta de 1920, já a viver com o homem que iria ser o seusegundo marido, António José Marques Guimarães, alferes miliciano de artilhariaC da Guarda Nacional Republicana, veio de Matosinhos para a Foz, residir noForte de S. João Batista da Foz do Douro, vulgo Castelo da Foz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Contraiu matrimónio, após o divórcio de Alberto Monteiro, no posto do Registo Civil da Foz do Douro em 03 de Julho de 1921.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rCOHjdHq3n4/TwCGGF7-wmI/AAAAAAAABG0/YMWprgwQOiA/s1600/File0015.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://2.bp.blogspot.com/-rCOHjdHq3n4/TwCGGF7-wmI/AAAAAAAABG0/YMWprgwQOiA/s320/File0015.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;em&gt;Entrada do Forte de S. João Batista da Foz do Douro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;No seu quarto, naquele edifício militar, com janela viradapara o mar, escreveu um dos seus conhecidos poemas, integrado na publicação “Livrode Sóror Saudade”, intitulado &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Da minha janela&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mar alto! Ondas quebradas e vencidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Num soluçar aflito, murmurado...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vôo de gaivotas, leve, imaculado,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como neves nos píncaros nascidas! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sol! Ave a tombar, asas já feridas,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Batendo ainda num arfar pausado...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ó meu doce poente torturado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Rezo-te em mim, chorando, mãos erguidas! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu verso de Samain cheio de graça,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Inda não és clarão já és luar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como um branco lilás que se desfaça! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Amor! Teu coração trago-o no peito...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pulsa dentro de mim como este mar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Num beijo eterno, assim, nunca desfeito!...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Foi no Castelo da Foz, durante uma festa, que veio aconhecer o seu terceiro marido, Doutor Manuel Lage, subdelegado de saúdeMatosinhos, cidade a onde regressou para casar religiosamente, em 08 deDezembro de 1925, na Igreja do Bom Jesus e na qual viveu até à data do seufalecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Mas foi António Guimarães o grande amor da sua vida. Dosmuitos escritos que lhe dedicou, reproduzidos no livro “Perdidamente,correspondência amorosa 1020-1925” editado pela Câmara Municipal de Matosinhos,destaco este:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Os nossos mimos, anossa intensidade, as nossas carícias são só nossas; no nosso amor não há cansaços,não há fastios, meu pequenino adorado! Como o meu desequilibrado e inconstantecoração d´artista se prende a ti”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xAcaS3mkFX4/TwCIMUbGKKI/AAAAAAAABHA/Lgeu23BkGXY/s1600/IMGP1012.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://3.bp.blogspot.com/-xAcaS3mkFX4/TwCIMUbGKKI/AAAAAAAABHA/Lgeu23BkGXY/s320/IMGP1012.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Vista actual da entrada do Castelo da Foz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Agostinho Barbosa Pereira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-7618481079187947332?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/7618481079187947332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/florbela-espanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/7618481079187947332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/7618481079187947332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2012/01/florbela-espanca.html' title='Florbela Espanca'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cP8okEtHy58/TwCFF3LznaI/AAAAAAAABGo/hcDkHPtaVLk/s72-c/imagem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-3842188913912261030</id><published>2011-11-19T10:24:00.001-08:00</published><updated>2011-11-19T10:44:22.041-08:00</updated><title type='text'>Conjunto Típico Estrelas da Foz - Um pouco da sua história.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;O Conjunto Típico Estrelas da Foz nasceu na Foz do Douro,Porto, em 19 de Setembro de 1962.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Numa altura em que apareceram, um pouco por todo o país,agrupamentos de música popular portuguesa, do quais se destaca o ConjuntoAntónio Mafra, nascido no Porto e talvez inspirador de muitos outros, também os“Estrelas da Foz”, como eram conhecidos, foram criando muitos temas naqueleestilo musical para que estavam vocacionados &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Desde o seu aparecimento foram participando em diversosfestivais, espectáculos e actuações diversas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Do historial de prémios do grupo, destaca-se o troféu de vencedordo “Capacete de Ouro”, do festival de música popular portuguesa realizado pelosBombeiros Voluntários de Leça da Palmeira e o troféu denominado “Taça QuadranteNorte” do festival, também de música popular portuguesa, iniciativa do Jornalde Notícias.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ViXaDvM7ZBE/Tsf0fIqPGfI/AAAAAAAABDQ/c5-fSIWrJwU/s1600/File0150.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-ViXaDvM7ZBE/Tsf0fIqPGfI/AAAAAAAABDQ/c5-fSIWrJwU/s400/File0150.jpg" width="313" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Depois de um interregno de vários anos, reapareceu no ano de2000 com alteração na sua formação. Entraram dois novos elementos substituindoum por doença e outro que havia falecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Participou, em Junho de 2003, no III Festival Amador daCanção da Foz do Douro, iniciativa conjunta do Orfeão da Foz do Douro e daBanda Marcial da Foz, tendo obtido o primeiro prémio no tema regional, com acanção O DOURO NAMORA A FOZ.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Ao longo de toda a carreira gravou dois discos single, com aetiqueta Orfeu, três cassetes e um CD, este em 2003, com o tema vencedor doFestival antes citado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;As letras e músicas do seu vasto repertório são da autoriade António Pinheiro, fundador do grupo e um dos seus componentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;Há alguns anos que&amp;nbsp;este grupo&amp;nbsp;seencontra desactivado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://i.ytimg.com/vi/Sf3kze84B0A/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Sf3kze84B0A?version=3&amp;f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Sf3kze84B0A?version=3&amp;f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Vídeo&amp;nbsp;que publiquei&amp;nbsp;há dias no Youtube com o tema O Douro Namora a Foz e imagens da Foz do Douro. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;Relação de alguns dos temas do repertório do Conjunto Típico Estrelas da Foz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;O Jardineiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Viva o Porto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cavaquinhos do Minho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Resmungão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Licas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Rusga da Foz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Vizinha de Baião&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Canário da Anita&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Meu Vizinho João&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tomatal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Coça o Bicho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Douro Namora a Foz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Rapioqueiro do Porto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Chico da Careca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vestido das Pintinhas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A Vaca da Minha Prima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Quim da Pasteleira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ladainha de Solteiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sonhos Sem Mote&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Panteras e Dragões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Desfolhadas Com Milho Rei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-3842188913912261030?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/3842188913912261030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/11/conjunto-tipico-estrelas-da-foz-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/3842188913912261030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/3842188913912261030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/11/conjunto-tipico-estrelas-da-foz-um.html' title='Conjunto Típico Estrelas da Foz - Um pouco da sua história.'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ViXaDvM7ZBE/Tsf0fIqPGfI/AAAAAAAABDQ/c5-fSIWrJwU/s72-c/File0150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-1509823316292437429</id><published>2011-08-29T11:37:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T11:37:21.518-07:00</updated><title type='text'>Figuras do Porto (e arredores)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Padeira de Avintes, do&amp;nbsp;Album de Costumes Portuguezes, edição das Livrarias Aillaud e Bertrand(Paris/Lisboa) com texto de Ramalho Ortigão&amp;nbsp;na ortografia original.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w48ExFwx1l0/TlqLJEuU0zI/AAAAAAAABB4/XNinnvwvlaw/s1600/File0135.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-w48ExFwx1l0/TlqLJEuU0zI/AAAAAAAABB4/XNinnvwvlaw/s640/File0135.jpg" width="435" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A PADEIRA DE AVINTES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher representada n'esta pagina é conhecida em toda a cidade do Porto e seu termo pela designação genérica de Padeira de Avintes - o que não obsta a que de ordinário ella não seja, nem de Avintes nem Padeira. Prudente aviso á precipitação d'aquelles, que pelo simples aspecto social e pittoresco de seu semelhante, tão ousadamente se abalançam a determinar-lhe o sexo, a profissão e a naturalidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquella - se assim  ouso  exprimir-me - padeira, e - porque assim o digamos - de Avintes, habita a margem esquerda do rio Douro, na sua zona mais desafogada da angustia das fragas, mais verdejante e risonha, não prefixamente em Avintes, mas em qualquer ponto da borda d'agua desde o Areiinho até o ribeiro d'Arnellas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem á cidade, onde umas vezes vende carne de porco, outras vezes os famosos biscoitos de tosta, morenos e estalejantes, bem conhecidos nos chás pacatos das reuniões familiares e das assembléas recreativas, ou a brôa já de milho branco, já de pão de mistura, cuja grossa côdea lourejante, esquadraçada em manchas de escumalho cor de mel, scintilla ao sol como polvilhada de ambar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua aldeia ribeirinha ella sacha e monda a horta, espadela e fia, bota a teia, engorda o porco, deita a gallinha, forneia, e faz barreia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, propriamente de profissão, barqueira é que ella é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu bote, meio de carga, meio de passageiros, escuro, comprido, de baldaquino á popa como as gondolas do Rialto, é por ella remado em pé, com a longa pá, sem forquilha onde jogue sem estorvo que a sujeite ao pau do tolete, tão pesada, tão difficil de manejar! rio acima, rio abaixo, da banda de cá para a banda d'além, cantando o Belleisão, cantando o Ribeirinho, n'uma toada lenta e aguda, de uma saudosa expressão embaladora, em que o doce e frio mysterio das aguas correntes parece evolar-se melodicamente da profundidade do rio para a concavidade do céo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que vão dos Guindaes, da Ribeira, de Massarellos ou de Miragaya, jantar ao domingo em família, e em festa «pelo rio acima» a Quebrantões, ao Freixo, á quinta da Oliveira, preferem para a excursão fluvial, ao bote correcto e banal dos barqueiros de Gaya, o pittoresco, o vetusto, o festival pangaio da Padeira de Avintes, mordido pelo sol, despintado pelo tempo, aqui e alli descosido e descalafetado nas juntas do cavername, de toldo de linho em remendos, com a flamula em bico, de panninho vermelho, tre­mulando alegremente na ponta de uma vara de pinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recordação da patuscadinha campestre, da fritura e da salada comida na relva á sombra dos cas­tanheiros, entre o rumor da agua e o gorgeio dos ninhos, fica para sempre alliada na memória á silueta robusta e sadia da esbelta remadora, de cujo aspecto parece vir para nós, n'um ridente effluvio bucolico, a sensação dos fenos percorridos, dos morangaes atravessados n´uma tarde de verão, com o carreiro da alfazema atravez do quinteiro, o pôço ornado de craveiros e de manjaricos, as garrafas lacradas de verde refrescando na agua de bica, os vestidos de musselina, os ramalhetes de papoulas e de espigas de trigo, a alface ripada em jovial collaboração em torno da saladeira em ramagens, e os viveres que saem do cesto novo para a toalha desdobrada no chão, sob um picante e appetitoso aroma de rega, de cuentros e de cebolinho novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramalho Ortigão &lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;br clear="all" style="mso-break-type: section-break; page-break-before: auto;" /&gt; &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-1509823316292437429?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/1509823316292437429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/08/figuras-do-porto-e-arredores_7222.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1509823316292437429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1509823316292437429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/08/figuras-do-porto-e-arredores_7222.html' title='Figuras do Porto (e arredores)'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-w48ExFwx1l0/TlqLJEuU0zI/AAAAAAAABB4/XNinnvwvlaw/s72-c/File0135.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-9155546246144156512</id><published>2011-08-29T11:36:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T11:36:21.171-07:00</updated><title type='text'>Figuras do Porto (e arredores)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Vareira (Porto), do Album de Costumes Portuguezes, edição das Livrarias Aillaud e Bertrand(Paris/Lisboa) com texto de&amp;nbsp;Fiálho d´Almeida&amp;nbsp;na ortografia original.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wlVgDXnPhu4/Tltpp801b1I/AAAAAAAABCQ/6HTOjdYj8kI/s1600/File0141.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-wlVgDXnPhu4/Tltpp801b1I/AAAAAAAABCQ/6HTOjdYj8kI/s640/File0141.jpg" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VAREIRA (PORTO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam no Porto vareira á mulher d'0var e Espinho, que faz pelas ruas da cidade, em canastra, a venda do peixe: exactamente como a varina de Lisboa, de que a vareira em muito pouco ou em quasi nada differe. Sómente, como a cidade do Douro, apesar de se estar lisboetisando dia a dia, mercê das largas ruas com que a sulcam, e das construcções elegantes com que a matizam, conserva iilesos, no fundo dos seus arrabaldes e velhos bairros, travores de província accentuados, succede que a vareira transplantada da sua terra, para a cidade, nenhuma influencia solíreu da vida. Hoje o ambiente,permanece nos seus moradios  da  Ribeira e da Foz, como em Ovar, uma estatuela rústica e marinha, a que a cidade não desmanchou a garridice austera do trajo, nem tão pouco os hábitos de vida, as inflexões da pronuncia, e a constructura rija, gracil e primeva, da sua physionomia e da sua figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fina e ligeira, com a saia de sirguilha, muito curta, em pregas finas, amarrada por baixo dos quadris - os tornozelos destros, a mão carnuda e esfusada nos dedos - loira ou morena, mas quasi sempre de olhos claros, nariz correcto, cinta ondulosa e cabellos em desalinho, a vareira constitua um dos mais elegantes typos de mulher do povo que ha na Europa (eu ia a dizer que ha no mundo : haja modéstia!); e pela gentileza architectural da sua figura, reata e continua a corrente da formosura antiga, d'essas mulheres de Praxiteles, com pés chatos, cabecinha pequena, seios turgentes e attitudes clássicas, todas vibrantes ainda das reminiscências do Egypto e da Grécia artística, tanto ella já fica distante, no rythmo das formas, e na impeccavel modelação da anatomia, da nossa fémea civilisada das cidades, que os espartilhos e os trabalhos da vida deformaram, e a hystena contorce, e as perversões hereditárias vem chlorotisando e envilecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha um quadrinho de género a admirar na margem Douro, n'uma manhã bem clara e luminosa, por baixo das arcadas da Ribeira... E' o d´um barco aproando ao velho caes saiitroso e recomido, que atfronta os arcos, por debaixo dos quaes rebanhos de vareiras, agachadas sobre as lages, as canastras no chão, contam o peixe. Todas conservam o costume de paratudo ou sirguilha escura, saia e collete, que lhes dão á silhouette uma certa austeridade esculptural. O collete é aberto em decote sobre o seio, e atacado adeante por um cordão, sob cujos zigue-zagues cruza um lenço de ramagens, vestindo os meios limões firmes do seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N'este vestuário da vareira ha apenas duas notas hilariantes: as filigranas de ouro, do peito e das ore­lhas: e a algibeira de matiz estrepitoso, que a ovarina do Porto por uma presilha suspende a uma das voltas da cinta que lhe estrangula os flancos. Esta algibeira é ás vezes uma obra prima de agulha e colorido, feita de applicações de panno escarlate, azul, côr de canario, em volutas, florões, soes e ramagens, a que vem juntar-se filas de botões de madreperola, pequenas borlas de lã, bordados, silvas. ..&lt;br /&gt;Na confecção d'esta algibeira está em embryão toda uma arte barbara e luxuriante, que as raparigas ensinam umas ás outras, e deixa á vontade, paru a nupcia das gammas polychromas, e para o traçado dos arabescos, a phantasia de cada ingénua bordadora. Não confundir a vareira, que vende peixe pelas ruas, e exclusivamente deriva das tribus que d'Ovar e Espinho emigraram para o Porto, com as Angots do mercado da Cordoaria, portuenses da gemma, e camaradas leaes da reboluda padeira d'Avintes e da sacerdotal lavradeira da Maia - que estas madamas, tão ligitimamente envaidecidas da sua genealogia intra-muros do heroico baluarte, (tripeira, em linguagem menos atlectada) teriam direito a molestar-se da nossa ignorância, e quem sabe se nol-a pagariam, chapando-nos com um robalo podre nas boxexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alem de que, a vareira é uma figura áparte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe ou perto do casebre em que haja nascido, eila é sempre o mesmo typo de formiga activa e fecundante, conservadora das tradições da sua raça, mantendo o vestuário de ha dois séculos, a despeito das modas e das transformações que lhe desfilam deante - indo de quando em quando a terra comprar um pedaço de chão com o producto das suas economias na cidade, e raras vezes escolhendo noivo que não seja um representante da sua tribu, creado com ella. paredes meias, sob os cercados da mesma ilha ou sob a telha-vã da mesma arribana. E isto faz com que dentro dos muros do Porto ou de Lisboa, em plena vida deliquescente, o typo d'ella se conserve e guarde inalterável, como um vivo modêlo de pittoresco, offertado á terre-glaise  d'um modelador apaixonado pelo bello antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIÁLHO D´ALMEIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-9155546246144156512?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/9155546246144156512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/08/figuras-do-porto-e-arredores_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/9155546246144156512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/9155546246144156512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/08/figuras-do-porto-e-arredores_29.html' title='Figuras do Porto (e arredores)'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wlVgDXnPhu4/Tltpp801b1I/AAAAAAAABCQ/6HTOjdYj8kI/s72-c/File0141.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-1413051335469170740</id><published>2011-08-29T11:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T15:56:35.607-07:00</updated><title type='text'>Figuras do Porto (e arredores)</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;A Vendeira de Fructa no Porto, do Album de Costumes Portuguezes, edição das Livrarias Aillaud e Bertrand(Paris/Lisboa) com texto de&amp;nbsp;Xavier da Cunha&amp;nbsp;na ortografia original.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8vUYui654vY/TltnZ4X6wcI/AAAAAAAABCI/KSHzPBQkl1Q/s1600/File0138.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-8vUYui654vY/TltnZ4X6wcI/AAAAAAAABCI/KSHzPBQkl1Q/s640/File0138.jpg" width="460" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;VENDEIRA DE FRUCTA NO PORTO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agrada-lhe? também a mim. Prova de que, o leitor e eu, temos ambos bom-gôsto! Nem real­mente fora acceitavel voto o de quem não sympathizasse com aquelle typo deveras esbelto da vendeira portuense que, a offerecer-nos fructas saborosas e aromáticas, faz quiçá lembrar a graciosidade tentadora com que no paraíso bíblico a lendária Eva presentava ao seu rendido companheiro sumarentos pomos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitor que nunca da capital tenha alongado os passos, e que só por exemplares lisbonenses conheça a fructeira ambulante, mal imagina o que é no Porto a sua  congénere! Mal imagina, porque, se ha bruteza que desconsole, é a da mulher-de-giga (collareja ou gallega) que pelas ruas de Lisboa nos vende hortaliça e fructa. O pregão da vendeira lisboeta poderá ser mais musical; poderá. Esta musicalidade, característica dos pregões olisyponenses, parece que vem já de longe. Quem ha que não tenha ouvido falar na cele­bre «Luizinha das camoezas», immortalizada em toantes por galanteador poeta do século XVII? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figurinhas galantes como esta, não se encontram já hoje por Lisboa: que­brou-se-lhes o molde, creio eu; ficou tão somente a melodia tradicional dos pregões a espriguiçar se em mil requebros de incomparáveis fioriture. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Porto, não: como fez notar o sagaz critério do nosso Castilho em um dos capítulos da sua Lisboa antiga, no Porto os pregões «são sêccos, áridos, apressados.» É que estamos na terra do trabalho, onde não ha tempo a per­der. A vendeira de fructas, por muito garrida que seja, não pode furtar-se á noção d'este fundamental principio de economia industrial. Ha n'ella o sangue phenicio a denunciar-se por uma irrequieta laboriosidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Avintes, Valladares, e outros circumvizinhos logarejos na margem sul do Douro, eil-a todas as manhans em mercado errante pelas ruas da «cidade invicta.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousa-lhe a canastra em sogra formada por um rolo de ourelos ou coisa parecida; abaixo da sogra, o chapéo de feltro escuro, em guisa de sombrero andaluz, com borlas de retroz, e larga faixa de veludilho a debruar-lhe a aba levantada; entre o chapéo e a cabeça, um lencito, cujas pontas se bamboleiam posteriormente incobrindo-Ihe o arrematar das tranças; segue-se o collete de ganga, ou de cotim, de lan ou de veludo, ás vezes ricamente bordado; nos braços alvejam-lhe nítidas, arregaçadas e fartas, as mangas da camisa; ao collete sobrepõe-se, dobrado em diagonal, um vistoso lenço de chita ou de seda, tarjado por phantasticos florões de ramagem vermelha ou côr-de-laranja; e por sobre o lenço pendentes do collo, os grossos grilhões a sustentarem corações filigranados, de envolta com crucifixos e devotas imagens, tudo de oiro fino, oiro de lei, em harmonia com as enormes arrecadas que lhe derrubam quasi as pequeninas orelhas; depois a saia de estamenha, ou de zuarte, — ou de linhas polychromicas, artisticamente combinada a harmonia do colorido,— saia de toda a roda, em pregas unidas e sobrepostas, que lhe representa a peça mais notável do vestuário; na deanteira o avental de barra; e a conchegar-lhe a saia, para facilitar a locomoção, em vez do cinto que usam as ovarinas, a vendeira portuense adopta ordinariamente um simples lenço enro­lado; desce-lhe a fímbria da saia té perto do tornozelo, o que não obsta a que se lhe destaquem bran­quíssimas como neve as meias de linho no pé calçado em soletas (umas pantufas de couro ou de poli­mento, de lan, de seda mesmo ou de veludo, com bordaduras ás vezes, entrada sempre larga, salto baixís­simo, quasi invisível, e borla espherica de typo mourisco a ultimar-lhe a ornamentação). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agrada-lhe, ao leitor? Também a mim; também a mim. Prova incontestável, repito, de que nem o leitor, nem eu, perdemos ainda o bom-gôsto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xavier da Cunha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-1413051335469170740?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/1413051335469170740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/08/figuras-do-porto-e-arredores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1413051335469170740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1413051335469170740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/08/figuras-do-porto-e-arredores.html' title='Figuras do Porto (e arredores)'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8vUYui654vY/TltnZ4X6wcI/AAAAAAAABCI/KSHzPBQkl1Q/s72-c/File0138.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-1728108465601275606</id><published>2011-04-28T03:45:00.000-07:00</published><updated>2012-01-08T18:00:44.203-08:00</updated><title type='text'>FIGURAS DA FOZ DO DOURO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quem se lembra do Neca Nau, ou simplesmente Nau?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Manuel, seu primeiro nome (confesso que não me lembro dos seus apelidos) vivia numa pequena casa da rua da Beneditina, com a mãe e a irmã – Nina, ou Nina do Nau, como era conhecida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Homem dotado de extraordinária força (lembro-me de o ver levantar um carro, marca volkswagen “carocha”, a pulso, do lado do motor) fazia toda a espécie de recados, particularmente transporte de cargas às costas. Mas ele, como a irmã, eram mentalmente debilitados.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas ruas muitas vezes era apupado ou motivo de constantes “piropos” por miúdos e até por algumas pessoas mais velhas, que gostavam de o ver zangado. Tais atitudes levavam a que ele arremessasse pedras ou corresse atrás de quem o provocava. Também muitas vezes lhe davam bebidas, especialmente vinho, para o verem embriagado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ptp5XTvifXk/TblEeneHZtI/AAAAAAAAA7E/gOw_bIaGnN8/s1600/File0116.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ptp5XTvifXk/TblEeneHZtI/AAAAAAAAA7E/gOw_bIaGnN8/s1600/File0116.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A imagem dele, que aqui coloco, reproduz a sua participação como figurante no cortejo do traje de papel, das festas de S. Bartolomeu na Foz do Douro, na figura de Gugunhana, em 1965, no célebre cortejo alusivo à história de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas a organização, a cargo do saudoso Joaquim Picarote, teve imensa preocupação nesta participação do Nau. Desde logo mantê-lo em lugar seguro e vigiado durante a noite, que antecedeu o evento, para que ninguém conseguisse embriagá-lo e com isso inviabilizasse a sua participação. Também durante o cortejo foi necessário “segurá-lo” porque ao longo do percurso muitos foram os que lhe mandaram uns “piropos” de que não gostava. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No início de 1975, depois da morte de sua mãe, já sem forças para angariar uns escudos, vivia com a irmã numa pobreza extrema, embora tivessem a ajuda de vizinhos e amigos. A comissão administrativa da Junta de Freguesia, nomeada depois do 25 de Abril, até à realização da primeiras eleições autárquicas livres, atribuiu a ambos um pequeno subsídio mensal. Porém alguém se havia já interessado pela situação em que estas duas criaturas viviam e conseguiu que a segurança social lhe atribuísse uma pensão mensal vitalícia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A propósito disso queria dar conta de um facto marcante. Quando recebeu a primeira quantia da Segurança Social, Neca, dirigiu-se à Junta de Freguesia para informar que já não necessitava do montante que a autarquia lhe atribuía mensalmente, pelo que poderiam entregar esse valor a quem estivesse mais necessitado. Fui eu que o atendi, porque nesse tempo os autarcas não se encontravam na Junta durante o horário de funcionamento. Não mais esqueci esta atitude do Neca, digna do maior apreço. Quantos tomariam tal atitude?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já faleceu há uns anos, bem como sua irmã. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Recordo-o como um homem humilde, educado e respeitador, apesar da sua condição e das suas limitações. Não era agressivo, mesmo alcoolizado. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-1728108465601275606?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/1728108465601275606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/04/figuras-da-foz-do-douro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1728108465601275606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1728108465601275606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2011/04/figuras-da-foz-do-douro.html' title='FIGURAS DA FOZ DO DOURO'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Ptp5XTvifXk/TblEeneHZtI/AAAAAAAAA7E/gOw_bIaGnN8/s72-c/File0116.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-2529789519958410987</id><published>2010-11-14T10:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-14T10:23:05.264-08:00</updated><title type='text'>O ABADE MOURA - Sua vivência na Foz</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAj2UrkaaI/AAAAAAAAA4o/kP7Oc7z7FHY/s1600/abademoura.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAj2UrkaaI/AAAAAAAAA4o/kP7Oc7z7FHY/s200/abademoura.jpg" width="161" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pároco da Foz durante catorze anos e alguns meses, José dos Santos Ferreira de Moura, nasceu em S. Pedro da Cova, Gondomar, em 29 de Abril de 1839.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma breve passagem pelo Brasil, ainda muito novo e a convite de um tio residente no Rio de Janeiro, ingressou no Seminário do Porto, onde, dada a sua vocação para a vida eclesiástica, se ordenou Sacerdote. Inicialmente nomeado Capelão do Convento das Donas de Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, deixou posteriormente este cargo para, em substituição, assumir a Paróquia da Foz, lugar em que tomou posse três anos mais tarde, em 7/11 /1876, como Pároco efectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado um amigo e um protector dos enfermos e dos pobres, a quem socorria com o seu óbolo, visitava-os e assistia-os nas suas enfermidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também um político. militante e dirigente local do Partido Regenerador, partido pelo qual foi eleito para o cargo de Procurador à Junta Geral do Distrito, pelos Concelhos de Gondomar e de Valongo, em 1871.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta actividade política veio trazer-lhe muitos problemas na Foz. Outra formação política tinha grande importância nesta Freguesia na altura, o Partido Progressista. Liderado por António Carneiro dos Santos (era proprietário do Chalet Suiço, no Passeio Alegre) este partido fazia constante "guerra" ao Abade Moura, mesmo dentro da Igreja, ou seja, nas Confrarias, ao ponto de em 1886 o tentarem impedir de realizar, pela primeira vez na Foz, a Procissão do Sagrado Coração de Jesus. A Mesa da Confraria do Santíssimo Sacramento, tendo sido dissolvida, foi substituída por uma Comissão Administrativa da facção progressista. O Presidente dessa Comissão fechou à chave, na Casa da Fábrica, todos os objectos pertencentes ao culto, incluindo até os bancos do altar nos quais se sentavam o celebrante e acólitos da Igreja, com o objectivo de entravar a realização da Procissão e das festividades. Isto não impediu que o Abade Moura realizasse as festividades e, de acordo com o que rezam escritos da época, foi um êxito.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAo_MPI9AI/AAAAAAAAA4w/aahmcyj6upE/s1600/3026816_1285437260624_0.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAo_MPI9AI/AAAAAAAAA4w/aahmcyj6upE/s320/3026816_1285437260624_0.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Homem culto e interessado no progresso e engrandecimento da Foz, foi fundador de duas importantes Colectividades da época, nesta Freguesia: a Associação Protectora de Socorros Mútuos da Foz do Douro, em 1877, e a Banda Marcial da Foz em 1883. Contudo, as rivalidades políticas levaram os seus opositores a fundarem, em 1879, a Associação de Beneficência de S. João da Foz, que mais tarde se veio a designar por Associação Fraternal de Socorros Mútuos. Estas Associações fundiram-se numa só, que passou a designar-se Associação de Socorros Mútuos da Foz e que foi extinta em 1977. Tinha a sua sede no edifício onde se encontra a Banda Marcial da Foz, na Rua Padre Luís Cabral, com quem já partilhava as instalações, até à data da extinção e do qual era proprietária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado um pregador fluente, o Abade Moura conseguia afirmar o seu talento e os seus vastos conhecimentos da Doutrina Cristã, apresentados aos fiéis de uma forma singela, mas elegante, que o tornava muito querido pelo auditório, que sempre atentamente o ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aliás um desses sermões que veio a causar a sua morte. Em 22 de Maio de 1887, de regresso a casa, de um sermão na Capela de Nossa Senhora da Ajuda, em Lordelo do Ouro, sentiu um resfriado que se veio a converter numa pneumonia dupla que o vitimou em pouco mais de quinze dias. A sua morte, em 6 de Junho de 1887, repentina e prematura, foi muito sentida na Foz, especialmente pelos mais desfavorecidos a quem auxiliava com os seus poucos recursos. Diz-se que morreu pobre porque tudo o que tinha repartia pelos que mais necessitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou-se logo, com a sua morte, uma questão. Não havia, a cargo da Igreja, um lugar digno, no Cemitério, para ser sepultado. O seu adversário político principal, que era o Presidente da Junta na altura, António Carneiro dos Santos, colocou imediatamente à disposição o seu Jazigo para que o corpo do Abade Moura ali fosse colocado. Esta foi uma solução temporária pelo que, logo após a sua morte, a Junta reuniu e deliberou abrir uma subscrição pública para a construção de um Mausoléu onde perpetuamente fosse sepultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos e companheiros de Partido do Abade Moura constituíram uma Comissão com o objectivo de também reunirem fundos para a construção de um Mausoléu. Dois irmãos do falecido, já depois de recolhidos alguns donativos pela Junta, entre os quais os dos seus membros e do Regedor (que foram os primeiros a contribuir) escreveram àquela Autoridade Administrativa informando que não aceitavam a homenagem da Junta, mas sim a homenagem da Comissão entretanto criada. Isto obrigou a que a Junta mandasse celebrar uma Missa por alma do Abade e no final da mesma distribuísse o valor dos donativos recolhidos pelos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão do Mausoléu do Abade Moura teve, porém, uma existência longa pois a construção daquele Jazigo não foi fácil, não por falta do dinheiro necessário, mas por razões políticas. Logo passado pouco tempo da sua existência, começaram os problemas com a Junta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dada altura a Junta teve de ser intimada pelo Tribunal Administrativo a dar despacho ao requerimento do representante da Comissão e dos irmãos do falecido, para a cedência do terreno para o Mausoléu, isto depois de um deputado do Parlamento, Dr. João Arroyo, ali ter denunciado a irregularidade da Junta da Foz. Este "travão" ao deferimento era justificado pela Junta baseando-se no artigo 17Q do Regulamento do Cemitério, que previa a indicação de alguém que, após a construção de um Jazigo, ficasse incumbida de velar pela sua conservação. Para se ter uma ideia do que se dizia na imprensa da época, sobre o assunto, transcrevo um extracto da notícia publicada pelo jornal semanal "O Globo", n9 1, ano 1, em 10/03/1889: &lt;em&gt;"O Mausoléu - Ainda está bem patente na memória dos parochianos da Foz, a celebre questão do mausoléu do fallecido abbade Moura, que tanto pasto deu à intriga política. A junta de parochia, esquecendo-se simplesmente do parocho da freguezia, quiz expontaneamente erigir-lhe, por meio de uma subscripção publica, um monumento onde repousassem os restos mortaes do reverendo Moura, que tão cedo se finou, devido, talvez, mais á incarniçada lucta de uma política cheia de ódios e de rancores, do que ao trabalho de converter a heresia,... Mas, depressa se viu disputada, e a junta de parochia, querendo evitar que uma questão de sentimento geral, fosse convertida n'uma questão política, como já o era desde que appareceu uma commissão contendora a disputar a supremacia da junta, sob pretexto de que a commissão era regeneradora e a junta progressista. Esta desistiu do seu propósito, para evitar um odioso de que os amigos políticos do infeliz abbade já se não livraram. E fez bem a junta."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Relatório e Contas da Comissão, publicado em 1891, pela Imprensa Moderna, da Rua de Passos Manuel, 57, no Porto, poder-se-á também avaliar um pouco da atribulada vida daquele conjunto de pessoas. Inicialmente Presidida por Miguel do Canto e Castro, teve algumas substituições, por morte de membros, entre os quais o próprio Presidente. Terminou a sua acção em 1891 (a trasladação do cadáver foi efectuada em 26-12-1889, ainda antes da obra terminada), depois de ter arrecadado uma receita de quatrocentos e trinta e sete mil, quinhentos e setenta réis, de donativos, dos quais deixou, como saldo e depois de pagas todas as despesas com a construção, oito mil réis para serem distribuídos pelos pobres da Paróquia, na Missa de aniversário da morte do Abade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, em 1925, constituiu-se outra Comissão - esta, ao que se sabe, sem ligações político-partidárias - para angariar fundos para construção de duas Capelas. Uma para satisfazer a vontade de muitas pessoas da Foz, que pretendiam que o corpo do Abade Moura ficasse à vista de todos. Foi assim que, em 24-8--1929, concluída esta Capela, para lá foi trasladado o corpo, onde ainda hoje se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra capela, destinada ao culto religioso, veio a ser construída muito mais tarde, tendo sido benzida pelo Bispo do Porto em 31-10-1946 e inaugurada em 2 de Novembro do mesmo ano, pelo pároco da Freguesia, P.e Manuel Dias da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mausoléu encontra-se vago. Contudo, conta-se há muitos anos na Foz a história de que o Abade Moura «não quis ali estar», pelo que «fez abanar o jazigo até partir a coluna» Deste mausoléu, constituído por um quadrado de mármore, com uma coluna grega partida, que simboliza interrupção prematura de uma vida, aqui se reproduz o desenho original, da autoria de João d'0liveira.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAleqCVy8I/AAAAAAAAA4s/myG4P5ETYyE/s1600/File0078.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAleqCVy8I/AAAAAAAAA4s/myG4P5ETYyE/s320/File0078.jpg" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não deixa de ser curioso ler uma acta da reunião da Junta de Freguesia de há mais de cem anos. Nesta altura a imprensa publicava praticamente o texto completo das actas. Aqui se transcreve, integralmente, o teor da notícia publicada, em 22 de Julho de 1887, no jornal «O Comércio do Porto»:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junta de parochia da Foz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuniu no domingo passado a junta de parochia da Foz do Douro, sob a presidência do snr. António Carneiro dos Santos, estando presentes todos os vogaes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se conta do seguinte expediente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um officio do rev. Joaquim Moreira Maia participando ter sido nomeado e offerecendo os seus serviços - Resolveu-se agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do snr. barão de Paço Vieira, vice-presidente da commissão para erigir um mausoléu ao falecido abbade da Foz, acusando a recepção de um officio da junta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do snr. administrador do bairro ocidental, dizendo que a junta deve eleger um dos seus membros para fazer parte da commissão do inquérito agrícola - Foi proposto o snr. Joaquim Ferreira Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do snr. presidente interino da commissão especial do inquérito agrícola na região do norte, enviando três avisos, dous para serem affixados e outro para ser remettido ao rev. párocho, a fim de o ler á missa conventual por espaço de um mez. - Inteirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do professor official, enviando uma relação com os nomes dos alumnos ap-provados no corrente anno em exame de admissão nos Lyceus e em exame elementar, apontando que assim via a junta, e especialmente o seu presidente, coroados os esforços que empregara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O snr. presidente disse que os encómios os devolvia intactos ao digno professor-ajudante o snr. Loureiro Dias, porque era realmente a ele, pelo seu incessante trabalho, vocação especial e pela sua assiduidade nos trabalhos escholares, que se deviam os bons resultados colhidos pela primeira vez nas escholas parochiaes. Ao snr. Miranda, professor-official, também cabia uma grande parte n 'este bom êxito. Propôz que na acta se lançasse um voto de louvor ao professor-official, e ao professor-ajudante o snr. Loureiro Dias um voto de recohecimento e louvor, especial - Foi approvado por unanimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resólveu-se que uma commissão, de três vogaes se entendesse com os proprietários da fundição do Bolhão, a fim de se conseguir um abatimento na proposta que haviam feito para a grade do cemitério parochial e caso o não façam annunciar-se de novo a arrematação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação a um requerimento apresentado pêlos snrs. Joaquim dos Santos Ferreira Moura e António dos Santos Moura, pedindo que lhes fosse vendido o terreno necessário para construcção de um jazigo. - Resolveu-se que os requerentes declarem quem fica obrigado ao cumprimento do disposto no regulamento do cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O snr. presidente participou que, de harmonia com o resolvido, tinha ido, em companhia de dous vogaes e do snr. regedor, abrir a caixa que se collocou á porta da igreja para receber esmolas com applicação á construcção do jazigo para o fallecido abbade, e se verificou existir n 'ella a quantia de 265 réis, que em seguida distribuiu pelos pobres em suffragio da alma do finado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O snr. presidente referiu-se aos benefícios prestados ás classes pobres pelo snr. Júlio Augusto Diniz Sampaio, facultativo da corveta «Sagres» e residente na freguesia, que dá consultas e faz visitas domiciliarias, sem a menor retribuição, e propôz que fosse lançado na acta um voto de louvor ao referido facultativo e que d'esta proposta se desse conhecimento a s.ª exc. ª, e que a junta apresentasse á exc. ma camara pedindo-lhe que, visto achar-se vago o lugar de medico do partido, fosse elle dado ao cavalheiro que alli era conhecido por «medico dos pobres». Depois de todos os vogaes fazerem as melhores referencias ao snr.Sampaio, foi a proposta approvada por unanimidade, resolvendo-se mais, por proposta do vogal o snr. Claudino, que na representação a fazer á exc. ma camara se solicitasse também que os medicamentos fornecidos aos pobres fossem pagos pelo município.&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1987 foi constituída uma Comissão para realizar o programa da comemoração dos cem anos da morte do Abade Moura (Comissão a que tive a honra de pertencer), pelo Pároco, da época, Padre Orlando Ramos dos Santos,. Esta Comemoração, celebrada condignamente, culminou com uma Missa Solene na Igreja Matriz, na qual participou a Banda Marcial da Foz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há, porém, em minha opinião, ainda algo de importante a fazer em relação a esta eminente figura, que é de toda a justiça: atribuir o seu nome a uma artéria desta Freguesia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 7 de Novembro de 1981, na qualidade de Vice-Presidente da Direcção da Cooperativa de Habitação Económica de Nevogilde, apresentei uma proposta à Direcção para que uma das praças que vão resultar da construção do complexo habitacional daquela Cooperativa, na Ervilha, se passasse a designar "Praça Abade Moura". Esta proposta foi de resto completada por uma outra do meu amigo e companheiro da fundação e da Direcção daquela Cooperativa - Emanuel Rebelo - que na altura era Presidente, que propôs que a outra artéria se designasse "Praça Dr. Ramalho Fontes", em homenagem a outra figura ilustre da nossa Foz e que dela falarei num dos próximos números desta jornal. Estas propostas, aprovadas por unanimidade, foram posteriormente enviadas à Junta de Freguesia da Foz. Esta, por sua vez, submeteu-as à Assembleia de Freguesia. Foram, também, aprovadas por unanimidade por aqueles dois Órgãos Autárquicos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resta agora, à Comissão de Toponímia da Câmara Municipal do Porto, pôr em prática este desejo local. Esperemos!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foz do Douro, Março de 1996&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Este meu artigo foi publicado na edição n.º 13 do jornal O Progresso da Foz, jornal local, em Março de 1996&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-2529789519958410987?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/2529789519958410987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/11/o-abade-moura-sua-vivencia-na-foz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/2529789519958410987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/2529789519958410987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/11/o-abade-moura-sua-vivencia-na-foz.html' title='O ABADE MOURA - Sua vivência na Foz'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TOAj2UrkaaI/AAAAAAAAA4o/kP7Oc7z7FHY/s72-c/abademoura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-5397065890318219709</id><published>2010-06-02T09:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T09:06:20.750-07:00</updated><title type='text'>A minha vida é a maior empresa do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TAaBVWw01aI/AAAAAAAAAyg/lvzTQJj0xfI/s1600/DSCF1704.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TAaBVWw01aI/AAAAAAAAAyg/lvzTQJj0xfI/s320/DSCF1704.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478208200630392226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,&lt;br /&gt;mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.&lt;br /&gt;E que posso evitar que ela vá a falência.&lt;br /&gt;Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.&lt;br /&gt;Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e&lt;br /&gt;se tornar um autor da própria história.&lt;br /&gt;É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar&lt;br /&gt;um oásis no recôndito da sua alma .&lt;br /&gt;É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.&lt;br /&gt;Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.&lt;br /&gt;É saber falar de si mesmo.&lt;br /&gt;É ter coragem para ouvir um 'não'.&lt;br /&gt;É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.&lt;br /&gt;(Fernando Pessoa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-5397065890318219709?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/5397065890318219709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/06/minha-vida-e-maior-empresa-do-mundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/5397065890318219709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/5397065890318219709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/06/minha-vida-e-maior-empresa-do-mundo.html' title='A minha vida é a maior empresa do mundo'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/TAaBVWw01aI/AAAAAAAAAyg/lvzTQJj0xfI/s72-c/DSCF1704.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-8653037726672793662</id><published>2010-05-17T03:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T03:09:29.662-07:00</updated><title type='text'>A indiferença</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S_EVv6SREbI/AAAAAAAAAxo/N_1jgFkhkVM/s1600/pontes.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S_EVv6SREbI/AAAAAAAAAxo/N_1jgFkhkVM/s320/pontes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472178935075770802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como a pior doença do séc. XX &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Primeiro levaram os negros &lt;br /&gt;Mas não me importei com isso &lt;br /&gt;Eu não era negro &lt;br /&gt;Em seguida levaram alguns operários &lt;br /&gt;Mas não me importei com isso &lt;br /&gt;Eu também não era operário &lt;br /&gt;Depois prenderam os miseráveis &lt;br /&gt;Mas não me importei com isso &lt;br /&gt;Porque eu não sou miserável &lt;br /&gt;Depois agarraram uns desempregados &lt;br /&gt;Mas como tenho meu emprego &lt;br /&gt;Também não me importei &lt;br /&gt;Agora estão me levando &lt;br /&gt;Mas já é tarde. &lt;br /&gt;Como eu não me importei com ninguém &lt;br /&gt;Ninguém se importa comigo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bertold Brecht&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-8653037726672793662?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/8653037726672793662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/05/indiferenca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/8653037726672793662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/8653037726672793662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/05/indiferenca.html' title='A indiferença'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S_EVv6SREbI/AAAAAAAAAxo/N_1jgFkhkVM/s72-c/pontes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-7462412758080722495</id><published>2010-04-16T03:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T03:38:42.911-07:00</updated><title type='text'>Casa Manuelina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8g92nzp1NI/AAAAAAAAAu0/Y3WWQ3J0wEA/s1600/PC121241.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8g92nzp1NI/AAAAAAAAAu0/Y3WWQ3J0wEA/s320/PC121241.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460682556794590418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1907, num terreno comprado por setenta contos e duzentos mil reis, o Capitão de Artilharia Arthur Jorge Guimarães, um Republicano que mais tarde veio a exercer as funções de presidente da Comissão Municipal Administrativa da cidade do Porto, mandou edificar um prédio que passou a ser conhecido como a Casa Manuelina.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8g9bocy1PI/AAAAAAAAAus/EVWWvoAkOks/s1600/File0003.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8g9bocy1PI/AAAAAAAAAus/EVWWvoAkOks/s200/File0003.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460682093110678770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em local privilegiado, frente ao mar, na avenida do Brasil junto ao Molhe, avenida que foi parte da estrada de Carreiros, via de ligação da Foz a Bouças (Matosinhos) a que Alberto Pimentel se referia em 1938, no livro “O Porto Há Trinta Anos”, como local de “solidão profunda, mas pitoresca, em que apenas se ouvia a voz do mar”.&lt;br /&gt;Com um tipo de decoração evocativa de efémeras grandezas passadas, encontramos naquela casa toda a simbologia e ingredientes necessários à imposição de ideais patrióticos.&lt;br /&gt;Dotada de três pavimentos, onde não faltam decorações como a “Cruz de Cristo”, “Esferas Armilares”, evocando a heráldica manuelina, azulejos decorativos a recordar a epopeia quatrocentista, onde está representada a largada das naus com a Torre de Belém ao fundo, bem como outros, reveladores do bom gosto e do poder económico de quem a mandou edificar.&lt;br /&gt;Encontra-se fechada e muito degradada. Foi, há poucos anos, abrigo de uma família que ali instalou uma oficina de sapataria. (texto extraído de um artigo de Filomena Carvalho, publicado na revista O Tripeiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-7462412758080722495?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/7462412758080722495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/casa-manuelina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/7462412758080722495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/7462412758080722495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/casa-manuelina.html' title='Casa Manuelina'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8g92nzp1NI/AAAAAAAAAu0/Y3WWQ3J0wEA/s72-c/PC121241.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-657482918288611443</id><published>2010-04-13T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T11:13:33.703-07:00</updated><title type='text'>Figuras do Porto de antigamente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8Sy9Rk29aI/AAAAAAAAAs8/hYtmaDDDrEo/s1600/File0001.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8Sy9Rk29aI/AAAAAAAAAs8/hYtmaDDDrEo/s200/File0001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459685414039647650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em meados do século IX, existia no Porto uma figura muito conhecida a quem chamavam Carlotinha.&lt;br /&gt;Diligente e madrugadora, &lt;em&gt;segundo relata o Brigadeiro Nunes da Ponte no seu livro “Recordando o Velho Porto” editado em 1963&lt;/em&gt;, a Carlotinha saía todas as manhãs de sua casa bastante cedo. Fazia-se acompanhar de um cesto e de um pequeno banco de três pés, que também lhe servia de mesa.&lt;br /&gt;No cesto transportava, além do almoço, os ingredientes necessários ao duplo mister em que exercia a sua actividade: escrever cartas e cortar calos. Bem díspar aquela dupla função, mas era a que religiosamente executava.&lt;br /&gt;Dirigia-se, para esse fim, à antiga Rua dos Ingleses, actualmente chamada do Infante D. Henrique, e instalava-se na borda de um passeio, aguardando a freguesia.&lt;br /&gt;Sobre a mesa colocava um frasco de tinta, que ela própria fabricava, papel branco e uma pequena lata com areia, a fazer as vezes dos “mata - borrões” ou papéis de chupar.&lt;br /&gt;Então, placidamente, esperava os clientes, constituídos em grande parte por galegos, nostálgicos e saudosos de suas terras, criadas de servir, rapazes, raparigas ou mesmo velhos, e a todos ia escrevendo as cartas que lhe fossem ditadas.&lt;br /&gt;Em missivas amorosas, cartas de namoro, era verdadeiramente exímia, mas o preço, igual para todas, grandes ou pequenas, era de 40 reis (um pataco), por cada uma. &lt;br /&gt;Nos intervalos da escrituração, dedicava-se à profissão de calista “pedicura”, operando os doentes no mesmo local, para o que lançava mão da sua completa aparelhagem cirúrgica: uma navalha e uma tesoura.&lt;br /&gt;Ao lado tinha um pequeno frasco, onde ia deitando os calos extraídos. Se a operação corria bem, limitava-se a colocar papel pardo sobre o local da extracção. Se surgissem complicações, se aparecesse sangue, recorria à prudente aplicação de uma teia de aranha sobre a ferida.&lt;br /&gt;Assim foi a Carlotinha ganhando honestamente a sua vida, no desempenho das duas funções literata e cirurgiã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-657482918288611443?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/657482918288611443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/figuras-do-porto-de-antigamente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/657482918288611443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/657482918288611443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/figuras-do-porto-de-antigamente.html' title='Figuras do Porto de antigamente'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8Sy9Rk29aI/AAAAAAAAAs8/hYtmaDDDrEo/s72-c/File0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-1674588752536061353</id><published>2010-04-12T07:32:00.001-07:00</published><updated>2010-04-12T07:42:20.164-07:00</updated><title type='text'>A "Menina nua"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8MvQT8kEkI/AAAAAAAAAsw/DktpJtUF6Lc/s1600/nua.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 295px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8MvQT8kEkI/AAAAAAAAAsw/DktpJtUF6Lc/s320/nua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459259130581881410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- uma estátua que todo o Porto conhece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamava-se, Aurélia Magalhães Monteiro, e era conhecida por Lela, Lelinha ou pela «Ceguinha do 9» - para a eternidade ficará sempre a ser a «Menina Nua» da Av. dos Aliados, ou ainda uma estátua que toda a cidade conhece e aprecia.&lt;br /&gt;Nasceu no dia 4 de Dezembro de 1910, na freguesia do Bonfim, e pouco tempo antes de falecer, dizia-me «que tinha sido uma das mulheres mais apreciadas e cobiçadas do seu tempo...».&lt;br /&gt;Vivia no rés-do-chão do Bloco 9, do Bairro da Pasteleira, numa casa simples e humilde com flores a enfeitarem a entrada e a sala de jantar.&lt;br /&gt;Um dia convidou-me a entrar e contou-me um pouco da história da «Menina Nua»: - «Tinha 21 anos quando fiz de modelo para o Henrique Moreira, o mestre que fez a estátua; mais tarde colocaram-me na Av. dos Aliados - que belos anos aqueles! Estive duas semanas a «posar» e ainda hoje recordo com alegria e saudade aqueles momentos de trabalho, pois posso morrer amanhã que todos ficarão a saber quem era a Lela... Além disso, nessa altura, dava-me bem com os artistas, era bonita e eles convidavam-me, andava por toda a parte, ganhei uns «cobres» com o Henrique Moreira, mas hoje... resta-me a consolação de estar ali, de costas voltadas para o Almeida Garrett e de frente para o D. Pedro IV. Perguntei-lhe nessa altura, se não tinha existido certos problemas com a estátua, a sua nudez, por exemplo: proibições, censuras?&lt;br /&gt;-«Ela respondeu-me - bem, sabe que naquela época, havia certos sectores que se opunham claramente e até ficaram escandalizados com a «Menina Nua»; nós éramos muito tacanhos, e veja bem que há 50 anos, a ideias eram realmente diferentes, havia o Salazar, a Pide e o povo era mais fechado, mais religioso - felizmente o mestre Henrique Moreira conseguiu «levar a água ao seu moinho», e lá fiquei de pedra e nua, assim como Deus me votou ao Mundo... (Sorriu de imediato, mostrando ainda réstias de um rosto bonito e de uma boca fina, onde rareavam já alguns dentes, vítimas do peso dos anos e das canseiras e desgraças da vida). -... Além disso, imagine uma «moçoila» no tempo «da outra senhora», a expor-se toda nua perante uns homens de tela e pincéis ou bocados de pedra, bem... era quase como ser comunista ou mulher da vida...&lt;br /&gt;Fez-se uma pausa para mandar-mos umas «bocas» contra o sistema do antigamente e prossegui nessa altura, perguntando-lhe: - quando e onde tinha começado a ser modelo? Antes de me responder, fica um pouco pensativa, levanta-se e encaminha-se para o seu quarto, vasculha dentro do guarda-vestidos e traz-me um amontoado de papéis e fotografias - Vá, veja lá tudo isto, diz-me: (anotei visualmente uma série de fotografias, pequenas referências, recordações e memórias da «Menina Nua»): «... De qualquer modo e se a memória não me falha, comecei com o mestre Teixeira Lopes, na figura-modelo da rainha D. Amélia, esta estátua encontra-se actualmente no Museu com o mesmo nome, em Vila Nova de Gaia. Nessa época, tinha muita vergonha - era uma «moçoila» com 18 anos, bem feita e bonita -, a minha mãe tinha falecido e fiquei mais tarde com uma madrasta, de quem por acaso não gostava nada, por isso mudei-me para o Bonfim, para casa da minha santa avó. Que tempos... nessa altura, iniciei-me como modelo nas Belas Artes do Porto e lentamente fui-me habituando, até que fiquei mais descarada... (Levantou a cabeça, e numa reflexão interior com risos de vaidade e inconformismo), continuou:... Ah, nesse tempo, punha a cabeça dos rapazes em fogo, era bonita e não havia ninguém que não me conhecesse como a «Menina Nua». Depois passei alguns anos como modelo, andei pelo Norte, pelo Sul e até a Lourenço Marques (hoje Maputo) eu fui - fiz de modelo para vários mestres, entre eles: Acácio Lino, Joaquim Lopes, Dórdio Gomes, Sousa Caldas, Augusto Gomes, Camarinha e os consagrados, Henrique Moreira e Teixeira Lopes. Além da «Menina Nua», estou no Buçaco, no Cinema Rivoli, em Lisboa e em Moçambique... e hoje? como vê aqui estou desde os 43 anos cega, uma vida difícil de adaptação, um mundo escuro, negro. E mais negro se tornou, aquando da morte do meu marido, fiquei completamente só.&lt;br /&gt;Hoje, passados alguns anos, tenho um casal a viver comigo, sempre me ajudam a pagar a renda e a «fazer-me» um pouco de companhia. Tenho umas ajudas do Centro de Dia da Terceira Idade, ligado ao Centro Social cá do bairro, onde vou almoçar e lanchar, enfim, sempre ajuda a passar o tempo e a velhice. Mas o que eu, mais desejava na vida, além de mais dinheiro para viver, era dos meus ricos olhos... (algumas lágrimas correram-lhe pelas faces, enquanto se preparava para ir almoçar ao Centro...) Despedi-me dela, tentando consolá-la com frases de carinho e amizade, mas... a vida é um cão que não conhece o dono; ela despediu-se (nessa altura), com um bom dia, entrecortado com um sorriso mor gaiato, misto de Ribeira, Bonfim e Pasteleira...&lt;br /&gt;Aurélia Magalhães Monteiro, a Lela, Lelinha, ou a «Ceguinha do 9», faleceu no dia 2 de Junho de 1992, com 82 anos de idade; no entanto a «Menina Nua», continua viva, fixa e eterna, ali na Av. dos Aliados envolta nos nevoeiros citadinos, perpétua e ardente, nos dramas e vitórias deste povo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do livro Pasteleira City, de Raul Simões Pinto – edições pé de cabra – Fevereiro de 1994&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-1674588752536061353?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/1674588752536061353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/menina-nua.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1674588752536061353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1674588752536061353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/menina-nua.html' title='A &quot;Menina nua&quot;'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8MvQT8kEkI/AAAAAAAAAsw/DktpJtUF6Lc/s72-c/nua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-1693499819833191009</id><published>2010-04-11T09:11:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T09:13:44.830-07:00</updated><title type='text'>Monumento na praia de Matosinhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8H05KFUfwI/AAAAAAAAAsQ/yVlH_R61SYo/s1600/praia.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8H05KFUfwI/AAAAAAAAAsQ/yVlH_R61SYo/s320/praia.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458913486146141954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na praia de Matosinhos, topo norte, encontra-se implantado na areia um conjunto escultórico da autoria de José João Brito, inaugurado em 04 de junho de 2005.&lt;br /&gt;Aquele escultor, ao criar este monumento,  inspirou-se na famosa tela de Augusto Gomes intitulada “Tragédia do Mar”, evocativa dos naufrágios ocorridos na madrugada de 1 para 2 de dezembro de 1947, onde perderam a vida cento e cinquenta e dois pescadores.&lt;br /&gt;Setenta e uma viúvas e cento e cinquenta e dois orfãos, de Matosinhos, foram ali evocados, quase sessenta anos depois, num monumento, há muitos anos um anseio da comunidade piscatória deste concelho, que é já uma das marcas de referência da paisagem e da memória de Matosinhos.&lt;br /&gt;Agostinho Pereira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-1693499819833191009?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/1693499819833191009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/monumento-na-praia-de-matosinhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1693499819833191009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/1693499819833191009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/monumento-na-praia-de-matosinhos.html' title='Monumento na praia de Matosinhos'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S8H05KFUfwI/AAAAAAAAAsQ/yVlH_R61SYo/s72-c/praia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6402936915766546328.post-6955686730271479355</id><published>2010-04-09T03:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T03:57:05.417-07:00</updated><title type='text'>CAMINHOS DE SANTIAGO – Xacobeo 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S78GeqBEhFI/AAAAAAAAAsI/QiI2vIbOxCQ/s1600/santiago-de-compostela-catedral-noche.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S78GeqBEhFI/AAAAAAAAAsI/QiI2vIbOxCQ/s320/santiago-de-compostela-catedral-noche.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458088397140952146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A descoberta dos restos mortais do Apóstolo Santiago, por volta do ano 820 constituiu o início das peregrinações a Compostela. Por ordem do rei Afonso II, o Casto, construiu-se uma pequena igreja no local do achado e a noticia espalhou-se entre a comunidade de crentes e nos reinos cristãos do Ocidente. Assim tiveram inicio as peregrinações e o culto a Santiago que representa um dos maiores itinerários religiosos do mundo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Santiago de Compostela é conhecida pelo seu cariz religioso. A corrente foi-se expandindo e, desde o século X, milhares de peregrinos foram traçando laços religiosos, culturais e económicos, formando uma rede de peregrinação única pela sua profunda espiritualidade e ligações à cultura ocidental. Nasceu o Caminho de Santiago, também conhecido como Caminho das Estrelas, que se consolidou definitivamente nos séculos XII e XIII com a concessão de determinadas indulgências espirituais O Caminho de Santiago gerou, ao longo dos séculos, a criação de uma rede de assistência na Europa, catedrais, mosteiros, vilas e cidades. Devido aos encontros proporcionados, surgiu uma cultura baseada no intercâmbio, nas relações pessoais e um auge económico que dinamizou diversas zonas, até esse momento despovoadas. A origem do Ano Santo de Compostela atribui-se a uma suposta concessão do Papa Calisto II, datada de 1122. O primeiro a celebrar-se foi, possivelmente, o de 1182. O Ano Santo de Compostela verifica-se quando o dia 25 de Julho, festa do martírio de Santiago, coincide com um domingo. Deste modo, o Jubileu de Compostela celebra-se com uma cadência de 6, 5, 6 e 11 anos. A distribuição irregular deve-se aos anos bissextos, que alteram a ordem anual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rotas&lt;br /&gt;Ao longo dos séculos foram muitas as vias que os peregrinos utilizaram para chegar a Compostela tornando-se nas principais rotas de peregrinação: Caminho Francês, a Rota da Prata, o Caminho do Norte, as rotas marinhas e o Caminho Português.  Actualmente, as diferentes rotas, contam, na Galiza, com mais de 50 albergues para alojar os peregrinos, e os caminhos galegos estão a ser recuperados e sinalizados para a utilização dos caminheiros, cavaleiros ou turistas em bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritual de visita à Catedral de Santiago&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S78GFyjlSkI/AAAAAAAAAsA/bDhRemoqEvU/s1600/images1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S78GFyjlSkI/AAAAAAAAAsA/bDhRemoqEvU/s320/images1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458087969936460354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O visitante da catedral de Santiago pode assistir a um ritual que os peregrinos praticam desde quase mil anos. O percurso começa com a contemplação do Pórtico da Glória com a escultura do Apóstolo Santiago. Manda a tradição que o peregrino deve acariciar a coluna e meter os dedos nas concavidades, inclinar-se para bater suavemente com a testa na figura, chamada Santo dos Croques, descobrir a imagem dourada de Santiago, chegar à altura das costas do Apóstolo e dar-lhe um abraço e contemplar a cripta com os seus restos mortais. Em celebrações litúrgicas especiais, os visitantes tem ocasião de contemplar a singular cerimónia do botafumeiro, um incensarão de latão prateado e oitenta quilos de peso, cuja missão originária era a de aromatizar o templo. É uma espécie de pêndulo gigante, que se balanceia pelo templo a uma velocidade de 68 Km/h, deixando atrás um fino rastro de fumo e aroma a incenso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(Artigo publicado na revista Viva, edição de Outubro de 2009. Autor não referenciado.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6402936915766546328-6955686730271479355?l=coisasqueseescrevem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/feeds/6955686730271479355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/caminhos-de-santiago-xacobeo-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/6955686730271479355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6402936915766546328/posts/default/6955686730271479355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasqueseescrevem.blogspot.com/2010/04/caminhos-de-santiago-xacobeo-2011.html' title='CAMINHOS DE SANTIAGO – Xacobeo 2011'/><author><name>Agostinho Barbosa Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11602238807366123088</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-3cKjNdUG6aM/Tqdaajn_h4I/AAAAAAAABCc/G-th0PKd2ms/s220/DSC08679_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_t7k-QCRcmNs/S78GeqBEhFI/AAAAAAAAAsI/QiI2vIbOxCQ/s72-c/santiago-de-compostela-catedral-noche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
